Estradas de ferro
Estradas de Ferro e
Estações
"Em 15 de outubro
de 1884 foi inaugurada a construção do prolongamento de Petrópolis a São José
do Rio Preto. De Petrópolis em diante atravessa, em túnel, a garganta de
Quissamã, desce até a cascata de Itamarati, aí transpondo o rio em viaduto. Daí
acompanha o Itamarati o Piabanha até o lugar chamado Barra Mansa, de onde passa
para a margem esquerda do último, indo adiante atravessar em túnel o morro do
Cedro no prolongamento da serra do Taquaril. Vencido esse morro, a linha segue
o vale do ribeirão Iracanam até ás proximidades de sua confluência com o
Piabanha no lugar denominado Areal, subindo daí o vale deste último, que é
transposto adiante por uma ponte de 74 metros de vão, com o fim de passar para
a margem direita do rio que acompanha, descendo até a confluência com o rio
Preto. Subindo, finalmente, o vale deste, a linha segue até a povoação de São
José do Rio Preto, seu ponto terminal.
Em 1º de Maio de 1886
foi inaugurado o tráfego de Petrópolis ao Areal e em 1º de Novembro do mesmo
ano; até São José do Rio Preto". Portanto, o que era o final da linha do
Norte, linha-tronco da E. F. Grão Pará, passou a ser um pequeno ramal da Leopoldina
de cerca de 25 km a partir de 1900, quando o trecho Areal-Três Rios foi aberto
por esta ferrovia.
Segundo se sabe, o
ramal fazia parte da linha tronco da antiga Grão Pará, que pretendia atingir
Além Paraíba subindo a margem esquerda do rio Preto até conseguir vencer o vale
por ele aberto. Depois, atingindo o planalto onde se encontra hoje Providência,
seguiria em demanda do rio Paraíba, em Além Paraíba.
Mas seus planos foram
frustrados por um enorme paredão de pedra na localidade de Serra do Sossego, na
zona rural de São José do Vale do Rio Preto. Hoje a população conhece o local
como Fazendo do Sossego. No dizer de Jairo Mello, aquele paredão se mostrou
intransponível com os recursos da época, levando a Grão Pará a estacionar a
linha em São José por alguns anos.
Fonte: Ralph Mennucci Giesbrecht

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